domingo, 27 de julho de 2008

Destino



Tempo estéril,

Não existe cálculos para os sentimentos,
Não se manda nas horas que a nossa história escreve pelo vento.

Não desenhe na areia o nosso viver

Não quero que o mar incerto apague o querer
Não desejo prever a duração das estrelas.

Caminha do meu lado,
Me ensina a língua do teu silêncio

Quero sentir o pensamento que flutua

Cheirar a pureza do teu ser

E acreditar que com você,
Meus dias serão de plena primavera.


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Escuros


Nosso sonho é um nada

É o dó sem o ré

Sem rima falada

Ausência da coisa premeditada

Nossos planos não têm cor definida

Diferente da bebida

Que te tira a lucidez

É a nossa insensatez

Sem clichê burguês

Nosso destino é o verdadeiro acaso

Descaso e não caso

Com minha própria opinião

Sem previsão,

Sem rumo, sem foco, sem eixo, sem direção.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Por mim

Eu não consigo mais me lembrar dos tempos da minha sanidade.
Esqueci atrás da porta aquilo que não queria mais olhar.
Só me recordo do que não quero mais ser,
Nem fazer, pois aprendi no céu os detalhes da vida.
Sigo na estrada sem migalhas de pão, justamente pra me perder.
Em cada encruzilhada recomeça diante dos meus olhos
A verdade da incerteza de saber o que sou
Prisioneira de uma liberdade com grades
E por uma utópica felicidade instantânea,
Transfiguro a minha mente no universo paralelo
E curo a minha loucura nos versos,
Na mão torta,
Num papel qualquer,
No guardanapo do bar que enxugou minhas lágrimas.
Não desejo saber o significado de outro coração partido
Ou de outra dor de cabeça.
O meu eu a ti falado
Nada fala
Ele nunca foi nada.
Agora eu sou o nada
Tentando ser algo.